PROJETO BAHIAS INTEMPORAIS DISCUTE PRODUÇÃO CULTURAL DA BAHIA





Foto: Sidney Rochart

Terá início, no próximo dia 12 de abril, no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista, o projeto “Bahias Intemporais”. A primeira atividade será a oficina “Tropifagia: do Caos ao Corpo", ministrada por Isaura Tupiniquim, que acontece durante três dias. Na oficina, a partir de canções contemporâneas e outras mais antigas, busca-se trazer para o corpo, através de movimentos, a noção plural da expressão artística da Bahia. O projeto “Bahias Intemporais” conta com o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

O “Bahias Intemporais” tem duas linhas de pensamento: a primeira busca ampliar a noção que se tem sobre a produção cultural contemporânea da Bahia, revelando uma cena plural em termos de linguagem e estilos, e a segunda diz respeito à importância histórica da Bahia para a concepção de cultura nacional. A programação do “Bahias Intemporais” contempla ações em Salvador e Vitória da Conquista, de abril a junho, incluindo oficinas, debates e apresentações de música e dança, com nomes como Jorge Mautner, Ana de Oliveira, Cláudia Cunha, Caim, Pirombeira e a Cena Tropifágica.

Em Salvador, a primeira ação acontece no dia 16 de abril, com a mesa de diálogo "Torquato Neto: Inconformismo e Poesia", com a presença de Ana de Oliveira e Cláudia Cunha. O encerramento será no dia 11 de junho, em show de Jorge Mautner e Cena Tropifágica, com participação de Mariella Santiago. As atividades do projeto acontecem no Cine-Teatro Solar Boa Vista

A primeira edição do “Bahias Intemporais” tem curadoria do artista Thiago Pondé, que afirma: “Em 2011, no Rio de Janeiro, durante encontro entre a Cena Tropifágica e Jorge Mautner, uma frase dita por Mautner funcionou como a mola propulsora para o nascimento do projeto: A Bahia é o umbigo do Brasil”. No contexto do projeto, a frase de Mautner fundamenta Salvador como primeira capital da República e, portanto, local que está presente na gênese do que é denominado como cultura brasileira, a exemplo da cultura afro, da imagem de baiana associada à Carmen Miranda, do tropicalismo, das canções praieiras de Caymmi, da bossa nova de João Gilberto, entre outras referências.

Na prática, "Bahias Intemporais" funciona como uma plataforma artística de formação e circulação de trabalhos autorais multilinguagem, que se dividem em quatro eixos curatoriais: Intercâmbio Cultural, Experimentação Artística, Baianidade e Brasilidade. “Essa pluralidade de Bahias e a capacidade de ser inovadora no que diz respeito à arte, irrompe na motivação do projeto”, acrescenta o curador.


Programação completa: www.cenatropifagica.com 


SERVIÇO


VITÓRIA DA CONQUISTA
Oficina "Tropifagia: do Caos ao Corpo", ministrada por Isaura Tupiniquim :: 12 a 15 de abril :: Terça a quinta das 14h às 17h / 16 de abril :: Sexta as 14h: Mostra de Resultado da oficina



SALVADOR
Mesa de Diálogo "Torquato Neto: Inconformismo e Poesia", com a presença de Ana de Oliveira e Cláudia Cunha.: 16 de abril :: Sábado às 15h:

Sobre o Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito publico ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.

Comentários