REFLEXÕES DA GAIVOTA

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Lucymar Soares ( Cymar Gaivota)
Lucymar.soares@gmail.com



EVOLUÇÃO


Eu preciso compreender todos os dias que estou aqui para aprender a conviver, mas, não posso esquecer que devo permanecer cautelosa.  

Devo compreender que, se o outro dificulta a convivência, devo manter a distância, respeitando os limites e sendo respeitada. 

Devo compreender que, não sou a única voz do universo e nem devo ser o tapete de serpente. E, não sei se para aprender a compreender devo jogar o tapete mais de uma vez...compreendo que, não. 

As coisas tem que mudar para que o outro ou eu mude. O próprio Deus diz na Bíblia que Ele perdoa, mas não retira o castigo, e nós somos imagens e semelhanças Dele, isso a Bíblia também confirma, portanto sou aluna, devo aprender com Ele. 

Precisamos compreender o verdadeiro sentido do pedir perdão e do perdoar. Pedir perdão não deve ser uma dinâmica porque isso invalida a ação e vira uma brincadeira ou uma falta de vergonha na cara. Quando se pede perdão, isso tem que vir da alma e não da boca. Não é difícil ler essa linguagem. É possível perceber a foça desse pedido, porque nosso maior defeito é a falsidade. E então iremos permanecer aprendizes, mas, o bom aluno se esforça a cada dia para ser melhor. 

É possível derrubarmos as placas malditas que existem dentro de nós: orgulho, vaidade, falsidade... (...). Sem o aprendizado da convivência não teremos condições de habitar nenhum outro Mundo porque sinto que lá a boa convivência será o passaporte de entrada.

Eu aprendi que não devo esperar o amor do outro, mas, devo exigir ser respeitada no mesmo nível que respeito o outro, isso me basta. 

Devo ser grata e jamais fazer presa minha alguém que servir. O ato de bondade que doei de mim jamais deve ser cobrado porque a filantropia é uma ação que beneficia a alma do doador, por isso jamais devo algemar alguém à gratidão. E ser grato não precisamente, eu deva ser prisioneira. 

Ame! Ame primeiro a você, esse aprendizado vai lhe dar base para amar o outro. Eu penso que é isso que O Dono da Vida espera de nós. E, finalmente, só é capaz de tudo isso, se houver temor (amor)  A quem criou a Vida.  

Quando o  homem aprenderem a amar a si mesmo irá sentir uma tremenda necessidade de amar a Deus e ao próximo, descobrindo, finalmente, como tonar mais digna a ilusória vida terrena. 

Fragmentos do livro: Algemas em mim – Lucymar Soares (Cymar Gaivota) Lançamento: 2017








VIVENDO À SOMBRA DO MEDO URBANO - I 
 
Lucymar Soares ( Cymar Gaivota)
Entrei em um dos grandes supermercados de Salvador para umas comprinhas e senti que em pleno século XXI em uma capital brasileira o sistema escravo continua a imperar.

Essa semana fui às compras e como de costume fui a um desses distribuidores de alimentos em salvador e como cliente chamei uma funcionária e perguntei e se ali tinha wifi. Sem crédito no celular e querendo acompanhar o meu Blog, apelei para wifi do supermercado.   A funcionária riu muito e disse algumas coisas que achei engraçado, mas constrangedor para eu ouvir porque logo percebi que, o fato não era tão simples, wifi. Senti em suas palavras - logo chamou mais três colegas e perguntou em tom de muita comédia se elas sabiam se ali tinha wifi - que ali existe uma situação de sistema escravo de trabalho. Resumimos a conversa entre nós cinco, concluindo que, a situação é muito clara, se conversar muito, perde o emprego e se perguntar se tem wifi, "toma fio pelas costas". Nossa!  O assedio moral deve ser gritante nessa empresa. 

Enquanto escolhia meus produtos fiquei a refletir sobre o assunto. Eu poderia procurar a gerencia para saber se tinha wifi e se a resposta fosse negativa, eu iria sugerir a implantação para melhor servir o cliente e atrair ainda mais a clientela pela comodidade de mais um atrativo a seu dispor.  Mas não o fiz. Fiquei perdida nas minhas reflexões e um sentimento de revolta pela existência de patrões que insistem em tratar seus funcionários à base do cabresto.

Fazer uma denuncia ao Ministério do Trabalho poderia ajudar para melhorar a vida de tantos funcionários que compõem aquela empresa, mas certamente nenhum desses funcionários confirmaria tal informação por medo de perder o emprego o que ficou bem claro em nossas conversas. Nem o cliente se dirige para sugerir melhoras no atendimento e nem os funcionários tem coragem de solicitar os seus direitos trabalhistas. 

Em várias outras situações onde encontro mau atendimento em setores públicos e privados e reclamo, observo no rosto das pessoas ao meu redor que deveriam de juntar a mim no protesto, olhares tímidos e poucos são os que concordam e se juntam para reivindicar um atendimento de direito. 

Criticamos um funcionário que aceita trabalhar em uma situação desumana e que fere os seus direitos, mas nós sociedade temos nos calado nas filas que se formam nesse país diante de péssimos atendimentos. 

Na verdade temos medo da represália, temos medo da violência, temos medo da convivência. Somos cidadãos vivendo à sombra do medo urbano. Existe muito trabalho escravo disfarçado nas capitais e nos interiores. Isso não é segredo para governo e sociedade. 

Elegemos governantes para cuidar de nós e de nosso povo, vários Órgãos são criados para proteger-nos e cuidar dos nossos direitos, mas, esses Órgãos se fazem de surdos e alegam que é preciso que ocorram denúncias. Por outro lado o povo não tem coragem, então, fica tudo no faz de conta que existe.









Lucymar Soares
lucymar.soares@gmail.com
Quantas vezes sofremos profundamente por atitudes de pessoas bem próximas que pensávamos que fossem amigas e de uma hora para outra muda de comportamento. E há casos em que essas pessoas passam a ser nosso pior inimigo indo ao extremo ao ponto de nos causar perdas e sofrimentos que abalam todo nosso emocional e muda toda nossa vida.  Outros se mostram indiferentes nos deixando confusos.

Ingênuos e sinceros, tentamos buscar respostas de onde erramos. E quanto mais nós procuramos essas respostas, muitas vezes abrindo o coração para essas pessoas, mais sofrimento nos causam com suas indiferenças e friezas. Infelizmente  continuaremos nos sentindo culpados porque deparamos com um psicopata e não sabemos. A existência desse tipo de ser humano dentro das famílias, sociedade, trabalho e na política tem trazido grandes males para  as pessoas que em grande maioria se tornam presas fáceis. 

Nossa! Passamos todo a nossa trajetória de vida desde a infância, adolescência e vida adulta sofrendo sempre por causa das ações malvadas de “amigos” ou familiares. Pessoas que aprendemos a amar e confiar. Segundo a psiquiatra Ana Beatriz, eles começam a demonstrar comportamentos sérios ainda quando criança  nas atitudes de bullying. Não importam se contra os amiguinhos ou os próprios irmãos. Tenho uma amiga, hoje com 40 anos, que nunca esqueceu o que seu irmão mais velho lhe fez. Segundo ela chegou um momento em que por não suportar mais a pressão, entrou debaixo da cama com uma faca de serra com a intenção de tirar a própria vida por não suportar mais o bullying (hoje conhecemos esse tipo de atitude como bullying).

Essas pessoas nos conquistam de uma forma que, quando algo acontece, jogamos toda a culpa em nós por endeusarmos essas pessoas ao ponto de nos culpar. Enquanto para elas tanto faz. São destituídas de sentimentos bons por isso não sofrem e não se importam com as lágrimas do outro.

Já passei por algumas situações desse tipo, hoje após ler o livro MENTES PERIGOSAS – o psicopata mora ao lado.  (Ana Beatriz Barbosa Silva) eu abri os olhos do meu entendimento e aprendi a reconhecer e identificar essas pessoas e saber lidar com elas.

Como diz Saint Exupéry em O PEQUENO PRÍNCIPE: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”.

Hoje compreendo as pessoas que passaram pela minha vida e deixaram cicatrizes. Aprendi a não ter nenhum tipo de sentimento, principalmente ódio. Reconheço que essas pessoas são frias, calculistas e tudo que eu preciso fazer é me manter distante delas. Elas são desprovidas de consciência, não sabem amar, não são piedosas, não se importa com a dor de suas vítimas. Ao contrario de muitos criminosos  porque nem todo criminoso é psicopata, por isso que muitos deles conseguem ter sentimento de culpa após um delito, o psicopata simplesmente não sentem nada e quando demonstram sentir é puro teatro.

Segundo a psicóloga Ana Beatriz, não existe tratamento de cura para essas pessoas: ”Importante destacar que ninguém vira psicopata da noite para o dia: eles nascem assim e permanecem assim durante toda a existência”. Pag. 89 - MENTES PERIGOSAS – o psicopata mora ao lado. “Em outro texto ela diz: A psicopatia não tem cura, é um transtorno da personalidade e não uma fase da alteração comportamental momentânea...”. pág 173.

Eu costume me espelhar em alguns animais: girafa, borboleta, camaleão e gaivota.  Nesse caso, aplico a lição da borboleta. Observem que as borboletas não pousam em merda. A única merda que eu já vi a borboleta pousar foi em coco de boi, isso porque o boi come sementes de legumes tipo maxixe e essas sementes brotam e nascem a flores. Isso, a borboleta na verdade pousa na flor que nasceu no estrume do boi. Sempre as borboletas pousam em flores. Ou seja, devemos nos envolver com pessoas do bem (flores). Quando você percebe que tal pessoa não é do bem, mantenha-se distante. Distante no sentido de não se envolver sentimentalmente, socialmente e nem em negociações. Trate-as normalmente e seja gentil em caso de uma necessidade em ajudá-las em alguma situação de socorro. Pessoas do mal torna o ambiente pesado e passam energias ruins que contaminam nossa alma ao ponto até de nos deixar enfermos. Um hipertenso, por exemplo, não pode está em ambientes pesados e nem lidar com pessoas ruins, carregadas do mal.

A autora Ana Beatriz em seu livro  MENTES PERIGOSAS – O psicopata mora ao lado na página 52, diz: “No exercício de minha função, a pergunta: COMO SABER EM QUEM CONFIAR? é uma das que mais ouço em meu consultório. É natural que isso ocorra, uma vez que muitas pessoas que buscam ajudam psiquiátrica ou mesmo psicológica já foram vítimas de traumas provocados pelas ações inescrupulosas de psicopatas nos diversos setores de suas vidas. E, surpreendentemente, essa questão não é mais importante para essas pessoas, que, de alguma forma, tiveram suas vidas arrastadas por seres humanos. Em geral elas tentam entender desesperadamente o que fizeram de errado, na tentativa de justificar os atos pouco éticos de seu parceiros sejam eles cônjuges, sócios, amigos, chefes, colegas de trabalho, funcionários etc. Diz mais: ” Em geral os psicopatas afirmam, com palavras bem colocadas, que se importam muito com suas famílias (pai, mãe, irmãos, filhos), mas suas atitudes contradizem totalmente os seus discursos. Eles não hesitam em usar seu seus familiares e amigos para se livrarem de situações difíceis ou tirarem vantagens. Quando dizem que amam ou demonstram ciúmes, na realidade têm apenas um senso de posse como com qualquer objeto. Eles tratam as pessoas como “coisas” que, quando não servem mais, são descartadas na mesma forma que se faz com uma ferramenta usada”.

Essas pessoas agem de forma gentil e amigável até conquistar sua confiança. Geralmente elas preferem as pessoas piedosas, sentimentais e carentes. Essas pessoas são fáceis de serem usadas, manipuladas e enganadas.

E como é fácil para uma pessoa da família enganar, não é mesmo? Afinal entra em ação o ditado popular “o sangue puxa”, ou seja, família sempre acaba acreditando um no outro e ai é que mora o grande perigo. Temos a mania de achar que o psicopata é sempre o vizinho.

Antes de nos relacionarmos com alguém seja uma amizade ou um relacionamentos mais sério é preciso um tempo de observação e buscar histórias do seu passado, mas não nas histórias que ele conta. Nunca sabemos com quem estamos lidando de fato. Até mesmo os psiquiatras levam anos estudando um comportamento para poder diagnosticá-lo como psicopatia. Costumamos julgar as pessoas pela aparência e quase sempre absorvemos os mais bem vestidos e com portes físicos mais bonitos, porém eles, os psicopatas estão escondidos por detrás de uma boa aparência e uma boa conversa. “São indivíduos que podem ser encontrados em qualquer raça, cultura, sociedade, credo, sexualidade, ou nível financeiro. Eles estão infiltrados em todos os meios sociais e profissionais, camuflados de executivos bem-sucedidos, líderes religiosos, trabalhadores,” pais e mães de família” e políticos.”(pág. 37 - MENTES PERIGOSAS – o psicopata mora ao lado.

Segundo a escritora na página 101 do livro citado aqui, a política propicia o exercício do poder quase ilimitado. Poucos cargos permitem um exercício tão propício para atuação dos psicopatas. A “renda” material que eles podem obter também é praticamente incalculável, quando exercem a profissão de forma ilegal. O próprio salário deles também é muito bom, se comparados aos salários dos executivos das corporações privadas. E o fato de terem um foro privilegiado quase lhes assegura de forma impune o exercício do poder com outros fins que não sejam os de servir aos interesses da nação. Todos esses ingredientes fazem uma pizza gostosa de comer, com possibilidade de indigestão quase nula. No Brasil, esse fenômeno torna-se mais gritante porque a impunidade funciona como uma doença crônica e deriva de um somatório que inclui um sistema policial deficitário, um aparelho judiciário emperrado e um código processual retrogrado.

Quem sabe está nessa explicação o fato de tanta corrupção dentro da política. A verdade é que somos governados por pessoas de vários tipos de personalidade e caráter. Colocamos nas mãos desses homens o poder. E se esse poder estiver nas mãos de psicopata não podemos esperar muito porque certamente muito pouco será feito em prol do povo. O povo é o que menos interessa para eles.

A psiquiatra Ana Beatriz expôs os tipos de psicopatas que vão desde um simples individuo que usa apenas uma boa conversa e que aparentemente não nos representa um perigo, mas que causam profundas marcas na alma que cruza os seus caminhos, à aqueles que são capazes de crimes terríveis  e abomináveis.

Nas ultimas  páginas do seu livro   a escritora cita alguns sinais que pode-se detectar a possível presença de um psicopata com: Diagnóstico para Transtorno da personalidade Antissocial, Transtorno de Personalidade Dissocial, Critérios diagnósticos para Transtorno da conduta. 

A intenção desse texto é abri os olhos dos sentimentais, sensíveis, carentes e piedosos contra esse tipo. Ao ler esse livro, não me contive em ficar só para mim tão rica informação. Fiz aqui um pequeno chamado para levar o leitor a buscar mais informações sobre o tema. Esse é um assunto profundo e requer mais leitura e pesquisa. Fica a dica do livro citado acima.  Pare de sofrer por quem não tem a capacidade de sentir nada: amor, piedade, gratidão... Basta identificá-lo e se afastar o máximo que você conseguir. Afinal, se nem a medicina tem cura para esse tipo de ser humano não será você quem irá curá-lo.


Aconselha a psiquiátrica Ana Beatriz Barbosa Silva em seu livro, página 185: “Se você já identificou um psicopata na sua vida, o único método verdadeiramente eficaz de lidar com ele  é mantê-lo longe, bem longe de você.” “... Por mais bizarro que isso possa parecer, os psicopatas não se importam se serão magoados ou não. Isso por uma razão muito simples, eles não tem sentimentos para serem feridos. E se demonstrarem tristeza, tenha a convicção de que tudo não passa de encenação, puro teatro”.



RELIGIÃO -  CADA DIA CRESCE O NÚMERO DE ADEPTOS 



Arte: Adriana Silva
Lucymar Soares
(Cymar Gaivota) 
As pesquisas indicam que existem mais de 110 mil religiões no mundo. Além de ser espantoso esse número, estima-se que o crescimento de novos adeptos cresce em larga escala a cada dia. Há um grande número de pessoas procurando encontrar na religião algo que satisfaça suas necessidades, sejam elas espirituais ou financeiras.

Inicialmente a religião universal era a da Igreja Católica Apostólica Romana que reinou no mundo por mais de mil e trezentos anos. Com o movimento de reforma iniciado por Lutero no século XVI, essa realidade mudou e novas religiões surgiram e tomaram espaço, a exemplo das Igrejas Protestantes.

Recentemente foi manifestado pelo vaticano a preocupação do Papa Bento XVI pelo grande índice de fieis que abandonaram a Igreja e migraram para às Igrejas Protestantes.

O movimento carismático da Igreja Católica foi uma iniciativa do Papa para tentar segurar os fieis em suas catedrais. Houve  resultados significativos, os jovens se agruparam mais em suas igrejas formando grupos jovens; notou-se a ausência de imagens nos santuários e o formato da programação, antes tradicional, passou a ser mais parecida com os cultos evangélicos.

Mas mesmo com essa tática da Igreja Católica, é notório  que as Igrejas Protestantes conseguem arrebanhar tanto os fieis católicos, quanto outros indivíduos sem religião.

Ao conversarmos com membros dessas igrejas somos contagiados ou irritados com a alegria e satisfação por eles demonstrados. São fieis dizimistas, frequentadores dos cultos, participantes ativos das chamadas “correntes da benção”, saem em busca de novos adeptos, formam em seus lares grupos de estudo bíblicos e possuem um invejável poder de persuasão.

Essas pessoas afirmam ter encontrado nessas Igrejas o “poder divino”, testemunham que tiveram suas vidas transformadas e abençoadas e dizem ter finalmente encontrado a “felicidade”.

Mesmo com a mídia denunciando as irregularidades de algumas igrejas e criticando a forma comercial que é desenvolvida nos templos com relação ao dizimo e as ofertas, o fato é que essas pessoas encontram respostas para justificar tudo na própria Bíblia e continuam fervorosos, apoiando a igreja em qualquer circunstancias.  Não podemos condená-los ou criticá-los por isso, afinal, cada um busca do seu jeito a sua maneira de ser feliz.

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