SARAU PROSA DAS ROSAS HOMENAGEIA A POETISA PATRÍCIA FERREIRA



O Projeto Sarau Prosa das Rosas fará uma homenagem a poetisa e professora Patrícia Ferreira no Centro Cultural Casa da Música que fica em Itapoã, no Alto do Abaeté . O evento irá acontecer no dia 26 de agosto 2022, as 18h, com entrada franca. 

Patrícia Ferreira   é graduada em pedagogia, Especialista em Metodologia no Ensino Superior, Educação, Pobreza , Desigualdade Social e Cidadania .  É contadora de histórias, foi Agente de Leitura,têm três contos publicados nacionalmente, dois artigos publicados em Revistas eletrônicas e  poesias publicadas em coletâneas. Participa em  antologias, caderno literário e revistas ,publicando os seus textos e divulgando suas letras por  todo país  instagram. Dois  Livros Publicados: Palavras Mágicas (2019) pela editora: Artpoesia.  Guiterê (2021) pela editora WMG. É Membro da ALMAS, (Academia de Letras, Música e Artes de salvador) da Cappaz e da Academia de Letras Teófilo Otoni. Além disso, possui canal literário no youtube: @aleanapatrícia


Projeto Sarau Prosa das Rosas

O projeto Sarau Prosa das Rosas é um recital que reúne escritoras e artistas femininas da Bahia no qual pretende-se homenagear e ressaltar os valores de nossa terra na atualidade. As compositoras que são poetisas de alma, algumas esquecidas e vivem no ostracismo, como se suas contribuições fossem esquecidas. O evento acontecerá uma vez por mês, em uma sexta feira noite ou sábado pela manhã. Neste contexto já homenageamos diversas personalidades da nossa cultura literária feminina como a Cantora e compositora Rita Pino, a escritora e pesquisadora   Iray Galrão, a Atriz e poetisa Lindete Souza, A escritora e poeta Émerita Andrade, a escritora e poeta Vera Passos e a poeta e contista Conceição Castro.

Nesta edição atual, vamos trazer para homenagear a poetisa e professora Patrícia Ferreira. Todo esse movimento com a apresentação e curadoria da Poeta Audelina Macieira, com isso vamos ressaltar os valores da poesia produzida por mulheres e dar maior visibilidade a produção realizada na Bahia, sem contar com nenhuma ajuda política ou privada o Sarau é mantido com a vendas dos livros das participantes e da idealizadora do projeto.  


Idealizadora: 

Audelina Macieira reside em Salvador no bairro da Liberdade, nasceu em Cachoeira Ba. É Pedagoga, Especialista em Neuropedagogia com Psicanálise, aluna do curso de Mestrado em Educação da UNEB, PPDGE. É Ativista Cultural, agitadora literária, poeta e escritora. Coordena o Projeto Declama Salvador e o Sarau Prosa das Rosas. Vice Presidente da ALMAS (Academia de Letras Músicas e Artes de Salvador). É membro UBESC (União Baiana de Escritores) e membro CAPPAZ. Autora dos Livros Coração Amargo em Flor, O Abraço da Esperança e Pobre Mulher Feminina Nordestina, seus textos estão sendo traduzidos para o espanhol e o Inglês.

A morte sorriu para a vida e neste dia ela pulou corda, foi muito engraçado todo mundo viu abismado a
morte desajuizada deixou o tempo esperando só para ser criança um pouquinho.
(Audelina Macieira (Do livro O abraço da Esperança).

Serviço

O  que: Sarau Prosa das Rosas homenageia a poetisa  Patrícia Ferreira 

Local: No Centro de Cultura da  Casa da Música  ( Itapoã - Alto do Abaeté)

Dia:26.08.2022

Horário: 18 h 

Entrada franca




IMPRENSA, PODER TRANSFORMADOR

A imprensa,  seja ela  escrita , falada ou televisionada, é um meio de comunicação que é utilizado para divulgar informações e reflexões sobre diversos assuntos, tendo o papel de transformar a sociedade quando utilizada obedecendo a legislação no cumprimento do  dever com  a verdade, assume a  posição de condutor a cidadania, porém por ter o caráter manipulador, a imprensa pode ser transformar em uma arma de destruição.

O surgimento da imprensa trouxe profundos transformações na sociedade, que se tornou questionadora, conhecedora de direitos e deveres sociais, participativa, refletindo e protestando sobre todos os fatores na área política, social e diversas outros assuntos.

Esse poder transformador da imprensa vem formando cidadão e de certa forma policiando comportamentos, pois esta expõe fatos que abrangem todos os setores da vida em sociedade, com isso educa o indivíduo a obedecer às leis sob o olhar atento das pessoas, limita o abuso do poder chamando a atenção do bem comum.

Embora o código de ética da imprensa registre a obrigação a imparcialidade na pratica os critérios de noticiabilidade e a filosofia da imprensa interferem na escolha do que é verdade e prioridade.

Infelizmente existem profissionais e empresários que estão no mercado visando única e exclusivamente os lucros financeiros e a parceria com o poder principalmente político, ignorando totalmente o papel transformador da imprensa e a legislação, tornando-a apenas em um produto a venda em busca do maior preço.

Em um país como o Brasil que nasceu e vem crescendo a base da corrupção é preciso que pessoas dotadas do talento no uso das palavras e na missão de divulgador da verdade, tenham a coragem de cumprir o seu verdadeiro papel na sociedade. É possível fazer imprensa cumprindo suas normas, conquistando no mercado, respeito, credibilidade e retorno financeiro.

Lucymar Soares  


ESPERANÇA PARA OS NASCIDOS NOS BORDÉIS



Com 85 min em DVD, o documentário “Nascidos em Bordéis”, de Zana Briski e Ross Kauffman, mostra a realidade do bairro da Luz Vermelha em Calcutá que mesmo com o crescimento da Índia, a vida nessa parte da cidade é constituída de pobreza e prostituição.

Esses dois agravantes deixam sem sonho as crianças e adolescentes que vivem amargando à única certeza que lhes são apresentadas, à prostituição como meio de sobrevivência.

As documentaristas, através da fotografia, iniciam um trabalho social naquele bairro, levando esperança de uma vida melhor, com a possibilidade de sonhar com um futuro diferente. Sendo possível estudar e ter uma profissão.

O trabalho das cineastas com aquelas crianças consistia em motivá-las a arte da fotografia para que através desse movimento seja despertado nelas o desejo de visualizar uma vida digna. Mostrando para as mesmas que elas são capazes e que é possível construir uma outra realidade.

O que me chamou a atenção nesse documentário foi o registro passo a passo “in loco” das ações desenvolvidas com as crianças. Tipo o passeio na praia, todos com as câmeras fotográficas, a busca das documentações necessárias para o possível ingresso das mesmas em escolas internatos, o dia a dia no bairro, as relações entre as famílias e vizinhos e o entrosamento das crianças com outras crianças. Elas registraram o real. Captaram a vida como ela é.

Assim como o bairro da “Luz Vermelha” é uma realidade em outras periferias também milhares de crianças e adolescentes vivem em situação semelhante. O que falta são pessoas com a visão que Zana e Ross tiveram em usar o que elas provavelmente sabiam muito bem, a fotografia, para implantar ali, no meio do caos uma luz forte o suficiente para atrair àqueles que desejam um viver

contrário e que almejam conhecer outras realidades que sejam bem diferentes daquelas que Calcutá, no bairro da Luz Vermelha lhes oferecia.

O método utilizado foi bastante sugestivo e criativo. Era preciso aplicar uma técnica que pudesse despertar naquelas crianças, já tão envolvidas na promiscuidade, daquele meio onde vive, o interesse. Pois só assim haveria possibilidade de envolvê-las no programa. E a ideia de utilizar as câmeras fotográficas de forma que cada uma delas podem ter acesso, foi o segredo. Normalmente crianças são curiosas e gostam de novidades. Ao mesmo tempo em que elas usavam as câmaras como brinquedos, usavam na com seriedade, pois havia um projeto da exposição destas fotos e da venda das mesmas.

Sinceramente, mais impressionante que o documentário em si, foi à ideia desse trabalho social das documentaristas.

Esse documentário registrou a ação de duas pessoas que com muita sabedoria e comprometimento filantrópico estão mostrando não só àquelas crianças, ao bairro da Luz Vermelha, a Calcutá, a Índia, mas a todo o mundo, que é possível criar esperança, mesmo quando a cruel realidade insiste em dizer que não tem mais jeito.

Lucymar Soares 

Trabalho do Curso de Jornalismo - 2008