HD PODE DURAR 13 BILHÕES DE ANOS








Este super HD pode durar 13 bilhões de anos - e já se mostrou indestrutível
A invenção deve durar mais do que a própria humanidade.

Alguns documentos são importantes demais para corrermos o risco de que sejam destruídos. Se ficarmos sem nenhuma cópia da Declaração dos Direitos Humanos, por exemplo, as questões humanitárias seriam ainda mais complicadas do que atualmente. Agora, o que pesquisadores da universidade de Southampton, na Inglaterra, estão afirmando é que podemos ficar despreocupados. Se depender deles, esses registros vão durar mais do que a própria humanidade.

Os cientistas criaram o que chamam de 5D, um mini-disco do tamanho de uma moeda que consegue armazenar 360 terabytes. O produto é tão resistente que os envolvidos no projeto ainda não conseguiram determinar quanto tempo duraria para o objeto parar de funcionar em condições normais. Mesmo que você tente estragar a mídia, colocando o CD em um ambiente à 190°C, a invenção conseguiria suportar essa situação por 13,8 bilhões de anos (mais do que o triplo da idade do nosso planeta). Para conseguir queimar a moeda - formada por nanoestrutras de quartzo fundido -, só mesmo em uma temperatura superior à 1.000 °C.

O nome da novidade não é à toa: para conseguir tamanho armazenamento e resistência, os cientistas envolvidos no projeto afirmam que tiveram de usar não três, mas cinco dimensões. Além das tradicionais, diâmetro, largura e profundidade, a leitura dos dados também analisa a forma e a velocidade com que lasers emitidos por leitores entram dentro da moeda.

Entre os documentos eternizados até agora estão a Bíblia, Óptica (livro escrito por Isaac Newton), a Magna Carta e a já citada Declaração dos Direitos Humanos. "É emocionante pensarmos que criamos uma tecnologia para preservar documentos e informações que podem ser armazenadas no espaço para futuras gerações. Essa tecnologia pode servir como uma última evidência de nossa civilização: tudo que aprendemos não será esquecido", afirmou em comunicado Peter Kazansky, professor da Universidade e responsável pelo projeto.

O próximo passo é que o produto chegue às prateleiras. A equipe do projeto atualmente está buscando parceiros para que a ideia seja comerciável.

A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA - NADIA VENTURA



Escritora Nadia   Ventura 
A notícia de que a cantora de Axé Cláudia Leitte receberia 356 mil (dos mais de 5 milhões pedidos) da Lei Reuanout para a publicação de sua biografia, causou furor entre os internautas, ativistas socias e políticos. Mas ninguém soube dos outros absurdos que essa Lei vem aprovando, como no caso de Maria Bethânia que teve a aprovação de 1,4 milhões para ler poesia em um blog por um ano (mas acho que desistiu do projeto por vergonha); Luan Santana, 4,2 milhões, por seu projeto de shows em algumas cidades; ou ainda os mais de 25 milhões do maestro João Carlos Martins, e que só não se tornaram realidade por falta de quem os patrocinassem.

São valores faraônicos aprovados em nome dessa Lei em um país que luta para sair da crise. São projetos que em nada -ou quase nada- acrescentam ao intelecto e muito pouco atingem a população mais baixa, que  realmente é carente  de bons projetos culturais, e que entre comprar um ingresso para assistirem os gritos sertanejos do Luan ou comprar um quilo de carne, optam sem dúvida pela segunda alternativa.

Mais uma vez essa Lei é questionada. Criada em 1991, no governo do presidente Collor, leva esse nome por causa do então Ministro da Cultura Sérgio Paulo Rouanet. Essa é uma Lei Federal criada para dar incentivo à cultura, livros, turnês, gravação de DVD, peças teatrais, concertos musicais e projetos de arquitetura...A Lei Reuanout ainda continua sendo o principal mecanismos de incentivo a cultura no Brasil, pois é através da renúncia fiscal das empresas públicas, -Petrobrás é uma delas- privadas e também de pessoas físicas que nasce a possibilidade de patrocinarem projetos culturais e assim receberem seus valores em forma de desconto no imposto de renda. Dessa forma, os cofres públicos deixam de receber parte desse dinheiro para que seja investido na cultura da comunidade. É também uma forma de estimular o apoio da iniciativa privada ao setor cultural. Valendo-se disso, muitos projetos de grandes artistas que não precisam de incentivo do governo ou que estão endividados, recorrem à Rouanet, que na maioria das vezes são atendidos, e infelizmente, poucos são os que têm posteriormente seus projetos abortados por falta de patrocinadores.

Essa Lei poderia ser para beneficiar pequenos projetos, de artistas, escritores e arquitetos iniciantes, ou mesmo para grandes nomes, com projetos relevantes à comunidade, nunca a projetos que venham a benefícios próprios. Mas o que muitos querem é um patrocínio privado com o dinheiro público.

A notícias veio em boa hora.  Veio para refletirmos sobre esses grandes bueiros para onde é escoado o dinheiro público. Para refletirmos de que forma, onde e como é gasto o dinheiro dos impostos. Essa é uma reflexão que também dá direito a questionar, e dessa forma pressionar o governo, no sentido de modificar essa Lei, e para que também se tenha um olhar mais cuidadoso na escolha dessa comissão julgadora que aprovam projetos sem muito critério de relevância quanto ao valor cultural, pois o que transparece é que basta ser famoso para que projeto seja   aprovado.

Não queremos que o governo acabe com o incentivo a cultura, mas que seja esse,  dado a quem realmente tenha algo relevante a oferecer. Afinal, a gente não quer só comida...

   

CELULAR MAIS BARATO DO MUNDO É LANÇADO POR 15 REAIS






Empresa indiana começa a vender o Freedom 251 amanhã por apenas 251 rupias (4 dólares).


A empresa Ringing Bells começa a vender nesta quinta-feira o celular mais barato do mundo. Rodando com Android e equipado com uma câmera de 3,2 megapixel e processador quadcore de 1,3 GHz, o Freedom 251 tem especificações surpreendentemente boas para um aparelho que custa menos do que um ingresso de cinema. Ninguém aqui na SUPER colocou as mãos no aparelho ainda, mas as imagens divulgadas na internet dão a sensação de um aparelho decente. 


O nome do aparelho - Freedom 251 - é uma referência ao preço que será praticado na Índia: 251 rúpias, oito vezes menos do que qualquer aparelho no mercado. O celular, que vem com a bandeira da Índia impressa no verso e tem um design bastante inspirado no iPhone, faz parte do programa "Made in India" do governo indiano: uma iniciativa para incentivar a produção de produtos locais. Embora o governo não confirme, tudo indica que o aparelho é fortemente subsidiado. Indício disso é que o aparelho vem de fábrica com aplicativos que fazem parte de campanhas governamentais: uma promovendo a limpeza das cidades e outra contra a violência sexual.


A Índia, que é o segundo país mais populoso do mundo, com mais de 1,2 bilhão de habitantes, tem um número relativamente baixo de smartphones: menos de um terço da população possui um. Um aparelho tão barato pode mudar essa equação. Agora resta saber se ele funciona.


Veja:

CELEBRAÇÃO - 202 ANOS DO LEVANTE DO JOANES






A celebração dos 202 ANOS DO LEVANTE DO JOANES, ocorrido em 28 de Fevereiro de 1814, marca o mais relevante episódio de insurgência e resistência do povo negro na história local, sendo um momento oportuno para reverência e conservação da memória e matriz africana no território de Lauro de Freitas.

Nesta edição, o LEVANTE DO JOANES traz uma homenagem às heroínas negras da memória malê, Francisca, Felicidade, Germana e Ludovina.

Na oportunidade, a Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas realiza o lançamento da Rede de Integração Municipal de Afirmação e Reparação - RIMAR UBUNTU, uma proposição inovadora de gestão integrada entre os segmentos de Ações Estratégicas, Promoção da Igualdade Racial, Meio Ambiente, Cultura e Assistência Social.

A RIMAR faz parte de uma estratégia de iniciativa do município de Lauro de Freitas pela salvaguarda ambiental das águas que resguardam a celebração da memória dos povos tradicionais indígenas e africanos, associando as agendas de PIR e ambientalismo pela preservação de territórios de identidade, com ênfase no fomento ao etnodesenvolvimento e empreendedorismo em rede.

Este é o primeiro passo tangível na reunião dos municipios implicados na salvaguarda das pertenças hidricas do Ipitanga, Joanes, Subaé, Paraguassu e Abaeté - Lauro de Freitas, Simões Filho, São Francisco do Conde, Camaçari, Santo Amaro, Cachoeira, São Felix e Salvador.

Os 202 ANOS DO LEVANTE DO JOANES compõe as ações do CUIDANDO DA MEMÓRIA (lançado em 21 de Julho, por ocasião do ato de reverência à ancestralidade ipitanguense), e está em consonância com a celebração dos Rios Ipitanga e Joanes como elementos da identidade municipal.

SERVIÇO: 
202 anos do Levante do Joanes 
Sexta, 26.02  
9h 
Centro de Referência da Cultura Afro Brasileira 
 Portão - Lauro de Freitas

DESCOBERTO O GENE QUE PODE CAUSAR A ESQUIZOFRENIA





De acordo com novo estudo, a doença estaria ligada a um único gene, que elimina sinapses excessivamente.

POR Ana Luísa Fernandes 

Pesquisadores da Universidade de Harvard podem, finalmente, ter descoberto o processo biológico que resulta na esquizofrenia. Eles analisaram quase 65 mil pessoas para decifrar quais traços genéticos estão associados mais fortemente à doença.

O principal fator que promove os sintomas da esquizofrenia é um fenômeno chamado poda sináptica, que, como o nome diz, corta as sinapses (comunicação entre os neurônios) com o objetivo de eliminar células estranhas ou pouco utilizadas. É como uma limpeza neurológica - e os cientistas descobriram o gene responsável por uma disfunção nessa atividade, que faz com que as podas sejam excessivas.

A esquizofrenia é uma doença que geralmente aparece no fim da adolescência e no começo da vida adulta, estando relacionada à fatores genéticos. Ela causa instabilidade emocional, alucinações e disfunção cognitiva. Essa diminuição das sinapses é comum, mas, no caso dos esquizôfrenicos, ela é extrema, a ponto de reduzir o volume da massa cinzenta e de prejudicar as regiões do cérebro ligadas ao controle emocional. Apesar de os médicos conhecerem esse mecanismo há muito tempo, pouco se sabia as suas causas.

Entre as quase 65 mil pessoas analisadas, 28.799 eram esquizôfrenicas e 35.896 não eram. Os cientistas começaram a pesquisa focando na região MHC do genoma humano essencial para o sistema imunológico, por ser capaz de reconhecer moléculas estranhas em boa parte dos vertebrados. Essa região já tinha sido ligada à esquizofrenia em estudos anteriores.
Dentro do MHC, eles encontraram uma forte relação entre o desenvolvimento da doença e a presença de uma variação do gene C4. Esse gene, que existe em diversas formas, codifica duas proteínas: a C4A e a C4B. As variações do C4 que resultavam em uma expressão maior da C4A foram associadas ao transtorno. As duas proteínas ativados pelo gene C4 ativam uma outra, a C3, que "marca" algumas células no cérebro e na medula espinhal, para que elas sejam destruídas pelo sistema imunológico. Quando a C3 se liga às sinapses, elas são eliminadas, e então ocorre apoda sináptica. Só que quando é a C4A que ativa a C3, as podas são realizadas em excesso.

Por que a C4A causa esse problema ainda é uma pergunta sem resposta. Mas já é um começo para a elaboração de novas terapias que podem ajudar as pessoas esquizofrênicas. "Nós estamos muito empolgados e orgulhosos desse trabalho, mas eu não estarei pronto para dizer que fomos vitoriosos até que tenhamos alguma coisa que ajude os pacientes", disse o pesquisador Eric S. Lander.



CIENTISTAS RECEBEM AUTORIZAÇÃO PARA MODIFICAR GENETICAMENTE EMBRIÕES HUMANOS






Governo britânico autorizou as experiências, mas sem permitir que os embriões fossem implantados em mulheres

 Felipe Germano


A Agência Reguladora de Fertilização e Embriologia britânica autorizou pesquisadores do instituto londrino Francis Crick a manipularem em laboratório embriões humanos. É a primeira vez que organizações oficiais de um país autorizam o procedimento

O objetivo da pesquisa é tentar entender mais sobre os primeiros sete dias após a fecundação do óvulo. Dessa forma, os resultados talvez ajudem a prevenir e combater problemas de infertilidade, doenças, ou abortos espontâneos. De acordo com pesquisas daTommy's (instituição que investiga problemas de gravidez) estima-se que, na Inglaterra, entre 15 e 20% das gestações termine por conta de um aborto involuntário, sendo que 85% deles acontecem nas primeiras 12 semanas de gravidez.


Apesar dos estudos estarem liberados, é proibido que os embriões alterados em laboratório sejam implementados em mulheres.  Mesmo assim, os críticos à manipulação genética em humanos não gostaram da notícia. "Esse é o primeiro passo para um caminho que cientistas prepararam cuidadosamente para a legalização de bebês geneticamente modificados", afirmou David King fundador da Human Genetic Alert - organização contrária à interferência genética em seres humanos - quando consultado sobre a liberação, pelo governo britânico, no mês passado.

Mesmo com as críticas, a comunidade médica inglesa encara os estudos como algo positivo. "Edição genética talvez seja aplicada clinicamente no futuro, para tratar ou prevenir doenças incuráveis ou problemas genéticos. É importante que o amplo debate continue não só entre pesquisadores, mas também entre pensadores que discutem a ética, a saúde, órgãos reguladores, possíveis pacientes e a população em geral", afirmou Robert Lechler, presidente da Academia de Ciências Médicas locais, em comunicado. Os testes estão previstos para os próximos meses.

ZIKA PODE SER SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL




Já encontraram o vírus em amostras de sêmen, e um provável caso de transmissão sexual foi relatado em 2008, quando a doença ainda não era uma epidemia. E agora?


O primeiro caso conhecido, como relata o The New York Times, aconteceu em 2008, quando o professor  de biologia Brian Foy, da Universidade do Colorado, foi para o Senegal com um aluno, Kevin Kobylinski, em busca de mosquitos para um estudo sobre a malária. Uma semana depois de retornarem para o Colorado, ambos começaram a sentir dores de cabeças, fatiga e erupções cutâneas. Alguns dias depois, a esposa do biólogo começou a sentir os mesmos sintomas. Até aí, nenhuma novidade: muitas doenças causam esses mesmos problemas.

Os três se recuperaram, mas, algum tempo depois, Foy sentiu dores na genitália e sangue apareceu em seu sêmen. Exames mostraram que nem o professor, sua mulher ou o aluno estavam infectados com malária, dengue e febre amarela, doenças típicas da região oeste da África. Um ano depois, Kobylinski voltou ao Senegal, e conheceu um cientista que disse que o caso poderia estar relacionado à Zika. As amostras de sangue, que haviam sido congeladas, deram positivo. A dúvida era como a esposa, Joy Foy, também foi infectada. Como ela não tinha saído do Colorado, Estado com contagem zero de mosquitosAedes aegypti, a explicação mais plausível era a de que ela tinha contraído o vírus através do sexo - eles disseram que se relacionaram pouco tempo depois do retorno do biólogo.

Foy afirma que tentou arrecadar recursos para estudar o vírus e sua transmissão. Mas, em 2008, o interesse pela Zika era mínimo. Se as pesquisas tivessem sido feitas, quem sabe, muitas complicações de hoje, como a epidemia de microcefalia, poderiam ter sido poupadas.

O outro caso, mais recente, aconteceu em 2013, durante o surto da doença na Polinésia Francesa. Analisando o sêmen de um homem de 44 anos, cientistas franceses encontraram altos níveis do vírus, mesmo quando ele não estava mais presente no sangue. A urina também estava contaminada. O episódio também não foi levado adiante, e os pesquisadores não sabem por quanto tempo a Zika ficou no corpo do paciente.

Não se sabe ao certo se a Zika é mesmo sexualmente  transmissível. Mas agora, dada a situação alarmante, novas pesquisas não devem demorar a sair. De qualquer forma, o diretor do Instituto de Infecções Humanas e Imunidade, da Universidade do Texas, Scott Weaver, deixa a recomendação: "Se eu fosse homem e constraísse o vírus, esperaria alguns meses antes de fazer sexo sem proteção".