PERNAMBUCANAS TIRAM NOTA MIL EM REDAÇÃO

Andréia Lira tem o hábito de escrever textos e poesias desde que 
era criança. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Marianne e Andréia fizeram textos considerados de excelente qualidade e obtiveram pontuação máxima na temida prova do Enem

Desde criança, escrever sempre foi umas das atividades preferidas da estudante Andréia Lira, 18 anos. Textos e poesias intimistas fazem parte da rotina dela. O prazer de traduzir pensamentos em palavras resultou numa boa surpresa: ao conferir o resultado do Enem, a recifense descobriu que alcançou nota máxima na redação. A mesma façanha foi obtida pela estudante Marianne Rodrigues, 17. Elas fazem parte de uma elite de 250 candidatos que tiraram nota 1.000 na temida prova. Vale lembrar que dos cerca de seis milhões de candidatos que fizeram os testes no país, em novembro de 2014, 529 mil tiraram zero.

 “Eu estava me preparando para o vestibular, mas o tema do Enem foi muito complicado. Fiquei surpresa com o resultado, porque vi na TV que muita gente havia zerado”, contou Andréia, que pretende ingressar em engenharia civil.

No fim do ano passado, Andréia concluiu o ensino médio no IFPE, onde também estudou o curso técnico de segurança do trabalho. “Apesar de gostar muito de escrever, prefiro a área de ciências exatas”, disse a candidata.

Ela conta que a rotina de estudos, no último ano, não foi fácil. Poucas horas de sono, e menos tempo ainda para o lazer. De segunda-feira até o sábado, dividia os turnos entre aulas no IFPE, cursos de três disciplinas isoladas (português, matemática e física) e os estudos para o vestibular. Aos domingos, mesmo sem aula, o descanso era trocado pelos livros. “Valeu a pena todo o esforço”, comemorou a estudante.

A fera Marianne conta que estava no shopping quando checou o resultado pelo celular. “Eu comecei a chorar e tremer. Não conseguia pensar em nada, acho que não acreditava de verdade”, confessa. A aluna, que mora com a mãe na Madalena, Zona Oeste do Recife, terminou o ensino médio no Colégio de Formação Integral, no mesmo bairro. Além da escola, ela frequentava um cursinho de português. “Os únicos momentos em que eu não estava estudando era quando estava dormindo” brinca.

Marianne também reservou todos os domingos para praticar a redação.
Toda esta determinação compensou. “Assim que vi o tema (da avaliação) fiquei ‘gelada’. Mas depois li tudo com calma”, explica. Agora, a meta de Marianne é conseguir uma vaga no curso de medicina da Universidade de Pernambuco (UPE).
Marianne reservou domingos para praticar a redação. 

Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press

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