ONU INVESTIGA SUPOSTO USO DE ARMAS QUÍMICAS NA SÍRIA



A ONU confirmou ter chegado na sexta-feira a um acordo com o governo sírio para investigar o suposto uso de armas químicas

A ONU confirmou ter chegado na sexta-feira a um acordo com o governo sírio para investigar o suposto uso de armas químicas nesse país durante o conflito armado que já dura mais de dois anos.  O acordo foi alcançado entre dois enviados da Organização das Nações Unidas (ONU) e o vice- primeiro ministro e o ministro das Relações Exteriores da Síria, Qadri Yamil e Walid al-Moalem, respectivamente.

- As discussões foram rigorosas, produtivas e conduziram a um acordo sobre como seguir adiante – diz um comunicado publicado pelos representantes da ONU, que visitaram a Síria durante a semana.

Os enviados da ONU, Ake Sellstrom, professor sueco e especialista nomeado à frente de uma missão técnica de investigação sobre o uso de armas químicas na Síria, e Angela Kane, alta representante da ONU para o desarmamento, apresentarão um informe sobre sua viagem ao secretário-geral Ban Ki-moon.

Ban pediu às partes sírias que autorizem o acesso irrestrito para investigar todas as denúncias sobre o uso de armas químicas no conflito armado.

A Organização das Nações Unidas informou que recebeu, até o momento, 13 relatórios sobre ataques com armas químicas durante o conflito.

A visita dos representantes da ONU à Síria se realizou depois de um convite formal do governo de Damasco para que conheçam “a verdade” sobre o possível uso de armas químicas nesse país.

- Este convite prova mais uma vez a abertura do governo sírio para cooperar com a ONU para que se conheça a verdade por trás do possível uso de armas químicas na Síria – declarou no início de julho o embaixador sírio perante a ONU, Bashar Yafari.

O governo de Damasco e os grupos armados, apoiados por forças estrangeiras, se acusaram mutuamente de utilizar armas químicas em três ocasiões: em março, nas proximidades da cidade de Alepo, depois perto de Damasco, também em março. Por último, na cidade de Homs em dezembro de 2012.

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