QUATRO VOADORES NO MEIO DA ESCURIDÃO




Ontem a Gaivota pegou um ônibus errado em Nazaré/Ba com seus primos (Junior, Girlane e seu esposo Mário) e foram parar na entrada de Guaibim (Valença/Ba) às 20h.  O destino da viagem seria Bom Despacho onde pegaríamos um Ferry Boat para Salvador, travessia que adoro fazer.

Tudo isso porque fomos orientados pelo cobrador de uma Van que pegamos  em Santo Antônio de Jesus/Ba, após um dia cansativo de reuniões. Descemos correndo da Van e entramos no ônibus que acabava de parar na saída de Nazaré/Ba. Empolgados por conseguirmos um ônibus, não perguntamos ao entrarmos qual era o destino. 

Quando a “ficha caiu” (o cobrador perguntou para onde nós estávamos indo), já estávamos próximo a Guaibim/Ba e o cobrador sugeriu que ficariamos no próximo ponto que seria no meio da escuridão na BA 001. Criou-se um clima tenso. Alguns passageiros tomaram partido a nosso favor e alguns pediam pressa porque o motorista parou o ônibus na estrada para que decidíssemos se seguiríamos viagem ou se iríamos  descer.

Argumentamos que a empresa não poderia tratar seus clientes dessa forma. O cobrador relutante insistia que teríamos que tomar uma decisão porque um fiscal da empresa poderia aparecer e ele não teria como explicar a presença de quatro passageiros no ônibus sem passagem.

Quando percebi que o impasse não iria ter uma solução dentro daquele clima, de uma forma bem educada sentei ao lado do motorista e cobrador, mostrei a eles o quanto a empresa poderia ser prejudicada com aquela atitude, uma vez que naquele momento a única proposta que recebemos seria descer ou continuar. Não tínhamos como descer e ficar a mercê de um próximo ônibus e arriscar se esse ônibus iria parar ou não. E não poderíamos seguir devidos nossos compromissos em Salvador.

Conscientizados da situação entraram em contato com o motorista do ônibus que teria saído de Valença/Bom Despacho. E finalmente chegou-se a uma terceira opção. Esse ônibus nos pegaria na entrada de Guaibim onde teria um posto. Despedimo-nos  dos passageiros que nessas alturas passaram a ser novos amigos e descemos, apresentei-me ao policial e ficamos aguardando.  

Algum tempo depois estávamos bem confortados em um ônibus sem cobrador e com ar condicionado em direção a Bom Despacho, nosso destino, a tempo de pegarmos  o último Ferry Boat para Salvador.

Claro que se não houvesse uma terceira opção, teríamos que seguir, mas provou-se que quando a empresa resolve, em situação como essa, preservar sua imagem, sabiamente e preservar a segurança dos seus clientes,  encontra  uma solução.


Todos cansados não perdemos a elegância, aproveitamos para eliminarmos o estresse, afinal a Gaivota estava em seu "bando" ( família).
















Um comentário:

  1. As aventuras da Gaivota e seu bando!
    Que bom que tudo deu certo no final,prevaleceu o bom senso e a justiça.
    Parabéns Cymar,você conseguio contornar a situação de forma inteligente.
    Adorei!!!Bjs!!

    Drica.

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