REFLEXÃO DA GAIVOTA - PREDADORES


Quantas vezes sofremos profundamente por atitudes de pessoas bem próximas que pensávamos que fossem amigas e de uma hora para outra muda de comportamento. E há casos em que essas pessoas passam a ser nosso pior inimigo indo ao extremo ao ponto de nos causar perdas e sofrimentos que abalam todo nosso emocional e muda toda nossa vida.  Outros se mostram indiferentes nos deixando confusos.

Ingênuos e sinceros tentamos buscar respostas de onde erramos. E quanto mais nós procuramos essas respostas, muitas vezes abrindo o coração para essas pessoas, mais sofrimento nos causam com suas indiferenças e friezas. Infelizmente continuaremos nos sentindo culpados porque deparamos com um psicopata e não sabemos. A existência desse tipo de ser humano dentro das famílias, sociedade, trabalho e na política tem trazido grandes males para  as pessoas que em grande maioria se tornam presas fáceis. 

Nossa! Passamos todo a nossa trajetória de vida desde a infância, adolescência e vida adulta sofrendo sempre por causa das ações malvadas de “amigos” ou familiares. Pessoas que aprendemos a amar e confiar. Segundo a psiquiatra Ana Beatriz, eles começam a demonstrar comportamentos sérios ainda quando criança  nas atitudes de bullying. Não importam se contra os amiguinhos ou os próprios irmãos. Tenho uma amiga, hoje com 40 anos, que nunca esqueceu o que seu irmão mais velho lhe fez. Segundo ela chegou um momento em que por não suportar mais a pressão, entrou debaixo da cama com uma faca de serra com a intenção de tirar a própria vida por não suportar mais o bullying (hoje conhecemos esse tipo de atitude como bullying).

Essas pessoas nos conquistam de uma forma que, quando algo acontece, jogamos toda a culpa em nós por endeusarmos essas pessoas ao ponto de nos culpar. Enquanto para elas tanto faz. São destituídas de sentimentos bons por isso não sofrem e não se importam com as lágrimas do outro.

Já passei por algumas situações desse tipo, hoje após ler o livro MENTES PERIGOSAS – o psicopata mora ao lado.  (Ana Beatriz Barbosa Silva) eu abri os olhos do meu entendimento e aprendi a reconhecer e identificar essas pessoas e saber lidar com elas.

Como diz Saint Exupéry em O PEQUENO PRÍNCIPE: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”.

Hoje compreendo as pessoas que passaram pela minha vida e deixaram cicatrizes. Aprendi a não ter nenhum tipo de sentimento, principalmente ódio. Reconheço que essas pessoas são frias, calculistas e tudo que eu preciso fazer é me manter distante delas. Elas são desprovidas de consciência, não sabem amar, não são piedosas, não se importa com a dor de suas vítimas. Ao contrario de muitos criminosos  porque nem todo criminoso é psicopata, por isso que muitos deles conseguem ter sentimento de culpa após um delito, o psicopata simplesmente não sentem nada e quando demonstram sentir é puro teatro.

Segundo a psicóloga Ana Beatriz, não existe tratamento de cura para essas pessoas: ”Importante destacar que ninguém vira psicopata da noite para o dia: eles nascem assim e permanecem assim durante toda a existência”. Pag. 89 - MENTES PERIGOSAS – o psicopata mora ao lado. “Em outro texto ela diz: A psicopatia não tem cura, é um transtorno da personalidade e não uma fase da alteração comportamental momentânea...”. pág 173.

Eu costume me espelhar em alguns animais: girafa, borboleta, camaleão e gaivota.  Nesse caso, aplico a lição da borboleta. Observem que as borboletas não pousam em merda. A única merda que eu já vi a borboleta pousar foi em coco de boi, isso porque o boi come sementes de legumes tipo maxixe e essas sementes brotam e nascem a flores. Isso, a borboleta na verdade pousa na flor que nasceu no estrume do boi. Sempre as borboletas pousam em flores. Ou seja, devemos nos envolver com pessoas do bem (flores). Quando você percebe que tal pessoa não é do bem, mantenha-se distante. Distante no sentido de não se envolver sentimentalmente, socialmente e nem em negociações. Trate-as normalmente e seja gentil em caso de uma necessidade em ajudá-las em alguma situação de socorro. Pessoas do mal torna o ambiente pesado e passam energias ruins que contaminam nossa alma ao ponto até de nos deixar enfermos. Um hipertenso, por exemplo, não pode está em ambientes pesados e nem lidar com pessoas ruins, carregadas do mal.

A autora Ana Beatriz em seu livro  MENTES PERIGOSAS – O psicopata mora ao lado na página 52, diz: “No exercício de minha função, a pergunta: COMO SABER EM QUEM CONFIAR? é uma das que mais ouço em meu consultório. É natural que isso ocorra, uma vez que muitas pessoas que buscam ajudam psiquiátrica ou mesmo psicológica já foram vítimas de traumas provocados pelas ações inescrupulosas de psicopatas nos diversos setores de suas vidas. E, surpreendentemente, essa questão não é mais importante para essas pessoas, que, de alguma forma, tiveram suas vidas arrastadas por seres humanos. Em geral elas tentam entender desesperadamente o que fizeram de errado, na tentativa de justificar os atos pouco éticos de seu parceiros sejam eles cônjuges, sócios, amigos, chefes, colegas de trabalho, funcionários etc. Diz mais: ” Em geral os psicopatas afirmam, com palavras bem colocadas, que se importam muito com suas famílias (pai, mãe, irmãos, filhos), mas suas atitudes contradizem totalmente os seus discursos. Eles não hesitam em usar seu seus familiares e amigos para se livrarem de situações difíceis ou tirarem vantagens. Quando dizem que amam ou demonstram ciúmes, na realidade têm apenas um senso de posse como com qualquer objeto. Eles tratam as pessoas como “coisas” que, quando não servem mais, são descartadas na mesma forma que se faz com uma ferramenta usada”.

Essas pessoas agem de forma gentil e amigável até conquistar sua confiança. Geralmente elas preferem as pessoas piedosas, sentimentais e carentes. Essas pessoas são fáceis de serem usadas, manipuladas e enganadas.

E como é fácil para uma pessoa da família enganar, não é mesmo? Afinal entra em ação o ditado popular “o sangue puxa”, ou seja, família sempre acaba acreditando um no outro e ai é que mora o grande perigo. Temos a mania de achar que o psicopata é sempre o vizinho.

Antes de nos relacionarmos com alguém seja uma amizade ou um relacionamento mais sério é preciso um tempo de observação e buscar histórias do seu passado, mas não nas histórias que ele conta. Nunca sabemos com quem estamos lidando de fato. Até mesmo os psiquiatras levam anos estudando um comportamento para poder diagnosticá-lo como psicopatia. Costumamos julgar as pessoas pela aparência e quase sempre absorvemos os mais bem vestidos e com portes físicos mais bonitos, porém eles, os psicopatas estão escondidos por detrás de uma boa aparência e uma boa conversa. “São indivíduos que podem ser encontrados em qualquer raça, cultura, sociedade, credo, sexualidade, ou nível financeiro. Eles estão infiltrados em todos os meios sociais e profissionais, camuflados de executivos bem-sucedidos, líderes religiosos, trabalhadores,” pais e mães de família” e políticos.” (pág. 37 - MENTES PERIGOSAS – o psicopata mora ao lado.

Segundo a escritora na página 101 do livro citado aqui, a política propicia o exercício do poder quase ilimitado. Poucos cargos permitem um exercício tão propício para atuação dos psicopatas. A “renda” material que eles podem obter também é praticamente incalculável, quando exercem a profissão de forma ilegal. O próprio salário deles também é muito bom, se comparados aos salários dos executivos das corporações privadas. E o fato de terem um foro privilegiado quase lhes assegura de forma impune o exercício do poder com outros fins que não sejam os de servir aos interesses da nação. Todos esses ingredientes fazem uma pizza gostosa de comer, com possibilidade de indigestão quase nula. No Brasil, esse fenômeno torna-se mais gritante porque a impunidade funciona como uma doença crônica e deriva de um somatório que inclui um sistema policial deficitário, um aparelho judiciário emperrado e um código processual retrogrado.

Quem sabe está nessa explicação o fato de tanta corrupção dentro da política. A verdade é que somos governados por pessoas de vários tipos de personalidade e caráter. Colocamos nas mãos desses homens o poder. E se esse poder estiver nas mãos de psicopata não podemos esperar muito porque certamente muito pouco será feito em prol do povo. O povo é o que menos interessa para eles.

A psiquiatra Ana Beatriz expôs os tipos de psicopatas que vão desde um simples individuo que usa apenas uma boa conversa e que aparentemente não nos representa um perigo, mas que causam profundas marcas na alma que cruza os seus caminhos, à aqueles que são capazes de crimes terríveis  e abomináveis.

Nas ultimas  páginas do seu livro   a escritora cita alguns sinais que pode-se detectar a possível presença de um psicopata com: Diagnóstico para Transtorno da personalidade Antisocial, Transtorno de Personalidade Dissocial, Critérios diagnósticos para Transtorno da conduta. 

A intenção desse texto é abrir os olhos dos sentimentais, sensíveis, carentes e piedosos contra esse tipo. Ao ler esse livro, não me contive em ficar só para mim tão rica informação. Fiz aqui um pequeno chamado para levar o leitor a buscar mais informações sobre o tema. Esse é um assunto profundo e requer mais leitura e pesquisa. Fica a dica do livro citado acima.  Pare de sofrer por quem não tem a capacidade de sentir nada: amor, piedade, gratidão... Basta identificá-lo e se afastar o máximo que você conseguir. Afinal, se nem a medicina tem cura para esse tipo de ser humano não será você quem irá curá-lo.


Aconselha a psiquiátrica Ana Beatriz Barbosa Silva em seu livro, página 185: “Se você já identificou um psicopata na sua vida, o único método verdadeiramente eficaz de lidar com ele  é mantê-lo longe, bem longe de você.” “... Por mais bizarro que isso possa parecer, os psicopatas não se importam se serão magoados ou não. Isso por uma razão muito simples, eles não tem sentimentos para serem feridos. E se demonstrarem tristeza, tenha a convicção de que tudo não passa de encenação, puro teatro”.

Comentários

  1. Bom dia! Tenho este livro, e reconheci a personalidade de algumas pessoas conhecidas nele. Poucas, felizmente.

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  2. Ana Bailune, segundo a Dra. Ana Beatriz, felizmente existe uma porcentagem pequena desses seres humanos, tipo em um estádio de 80 mil pessoas, exitem 3 mil infiltrados. Mas esses minimo é suficiente para atormentar a sociedade em seus vários ataques...

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