BARBOSA COBRA IGUALDADE SOCIAL EM HOMENAGEM À INCONFIDÊNCIA MINEIRA

Ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, discursa em cerimônia de homenagem à Inconfidência Mineira em Ouro Preto, em Minas Gerais, com o governador Antonio Anastasia e o senador Aécio Neves (PSDB-MG)

Orador oficial da cerimônia em Ouro Preto (MG) que celebra a Inconfidência Mineira, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, afirmou neste domingo (21) que o Brasil ainda não tem uma igualdade social "aceitável".

Barbosa discursou na cerimônia deste 21 de abril e discorreu sobre os ideais de liberdade e igualdade dos inconfidentes, que tiveram como símbolo o mártir Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), o Tiradentes.

Segundo ele, no Brasil contemporâneo há "progressos recentes na promoção do ideário de igualdade de Tiradentes", o que, juntamente com a liberdade, coloca o país entre as "mais sólidas democracias" do mundo.

Um desses avanços, disse, foi o reconhecimento da desigualdade e da "exclusão social histórica" que a população negra foi "vítima".

Barbosa afirmou que o STF "chancelou as políticas de ações afirmativas para grupos sociais hipossuficientes [de poucos recursos econômicos] em universidades públicas", embora isso não baste.

"Mas todos nós sabemos que muito ainda há de ser feito para que tenhamos uma aceitável igualdade de oportunidades para todos os nossos concidadãos", afirmou ele.

Barbosa disse ainda que "impõe ao Estado o dever de garantir a igualdade de todos, sobretudo mediante políticas voltadas a conferir direitos e outorgar proteção àqueles que eventualmente se encontrem em situação de vulnerabilidade", completou.


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