3 BELAS E PERIGOSAS ILHAS QUE VOCÊ NÃO VAI QUERER PASSAR PERTO





Ilhas Farallon
Entre os anos de 1946 e 1970, o mar em torno das Ilhas Farallon, ao largo da costa de San Francisco, nos Estados Unidos, foi usado como local de despejo de lixo radioativo. Mais de 47 mil tambores de aço foram descarregados no lugar, afetando e destruindo na época toda a vida marinha e terrestre do local.
Hoje a porção de areia em meio ao oceano serve como um porto seguro para grandes populações de focas, que atraem inúmeros tubarões brancos, um atrativo para mergulhadores aventureiros e profissionais.


Ilha da Queimada Grande, Brasil


A Ilha da Queimada Grande fica a 35 km de Itanhaém, no litoral de São Paulo, e é uma das mais perigosas e temidas do mundo com uma área territorial equivalente a 40 campos de futebol. Estima-se que a ilha tenha uma população de cinco serpentes por metro quadrado de uma espécie conhecida como serpente-ilhoa, com um veneno poderoso que ocupa o mais alto degrau da cadeia alimentar da ilha. O acesso ao lugar é bem restrito e restringe-se na maior parte das vezes a cientistas e biólogos que sofrem por horas, ancorados em lanchas próximas a ilha até que exista condição ideal para desembarque, devido ao difícil acesso sobre as rochas que carece de um simples porto. Ao pisar em terra firme, ainda são obrigados a enfrentar trilhas radicais e o calor insuportável do lugar que não tem fontes de água potável.


Formada há 55 milhões de anos, em um desdobramento das origens da serra do Mar, a ilha da Queimada Grande foi ligada ao continente no passado, porém a mais de 10 mil anos, a área acabou cercada pelo mar, em decorrência da elevação no nível dos oceanos. A população de serpentes ficou ilhada. Sem pequenos mamíferos para caçar, as cobras precisaram se adaptar à vida em cima das árvores para capturar as aves de passagem pelo local.

A mudança de padrão alimentar forçou alterações no comportamento, a Ilhoa aprendeu a prender-se no alto das árvores pela cauda, em volta dos galhos que a sustenta pendurada. Apenas os indivíduos jovens ficam o tempo todo no chão, pois se alimentam de lacraias, lesmas e sapos.
Como se não bastasse, existem também algumas espécies de aranhas peçonhentas que costumam se esconder sob as folhas secas no chão esperando suas vítimas. 


Miyake-Jima, Japão

Miyake-Jima é uma das seis ilhas vulcânicas que formam o arquipélago de Izu, a 128 km do litoral de Tóquio, no Japão. A ilha é famosa pelo seu Monte Oyama, um dos vulcões mais ativos do planeta nos últimos anos. Desde sua última erupção em 2005, o Oyama expele constantemente um gás tóxico, que obriga os habitantes da ilha a carregarem mascaras de proteção quando as sirenes instaladas no local soam alto para avisar que os níveis tóxicos de dióxido de enxofre estão extremamente elevados. Poucos são os turistas que pisam no local, e muitos são os locais que não deixam o lugar por não terem para onde ir. Viver sempre em estado de alerta é o que preocupa os moradores da região que nunca sabem quando os vulcões iram despertar novamente.